Domingo, 14 de Junho de 2026

1.3. A morte como alimento

1. Permitido por Deus

02/05/2026 às 21h03
Por: Luan Dutra Fonte: Por Markon Machado
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1.3. A morte como alimento

O erro de Adam e Chawah desencadeou uma transformação radical na natureza das criaturas terrestres.

Quando a humanidade caiu, toda a criação na Terra gemeu sob a maldição (Romanos 8:22). O que antes era harmonia tornou-se competição; o que era vida abundante deu lugar à morte.

As Escrituras revelam que a terra foi amaldiçoada por causa do homem (Gênesis 3:17), e essa maldição afetou profundamente os padrões alimentares da criação.

Nas sombras da queda, testemunhamos uma trágica inversão de valores:

A dieta vegetariana original foi substituída pela carnivoridade.

A cooperação deu lugar à predação.

A vida que sustentava vida transformou-se em morte de um sustentando vida de outro.

O relato bíblico mostra como, gradualmente, os seres humanos e animais adotaram hábitos alimentares violentos. A degeneração foi tão profunda que levou alguns a extremos, como o canibalismo – uma abominação que jamais fez parte do propósito divino.

O caso de Hevel (Abel) é particularmente revelador. Enquanto Kayin cultivava a terra, Hevel criava ovelhas – inicialmente provavelmente para obter lã e leite. No entanto, pode-se imaginar que Hevel não se alimentava de seus rebanhos?

O livro de Yasher afirma que Hevel não só comia da carne de seu rebanho como também alimentava seu irmão Kayin e, possivelmente, seus pais e suas irmãs (Yasher 1:19). 

É crucial notar que esta prática surgiu sem autorização explícita divina e representou uma adaptação humana à nova realidade após a expulsão do Éden, demonstrando como o pecado distorceu até mesmo nossa relação com os alimentos.

A introdução da carne na dieta humana e também animal ocorreu, portanto, como consequência do erro, não como parte do plano original de Deus. Esta transição alimentar reflete a profunda ruptura na relação entre o homem, os animais e Deus.

O próximo capítulo explorará como Deus, em Sua misericórdia, estabeleceu limites mesmo nesta nova realidade, distinguindo entre animais permitidos e proibidos para consumo. Mas nunca devemos esquecer que o consumo de carne sempre foi, em sua essência, uma concessão divina à fraqueza humana, nunca o ideal original do Criador.

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