
Teve início ao pôr do sol deste sábado (16) o terceiro mês do calendário bíblico, período considerado especialmente importante dentro das Escrituras por conduzir à celebração de Shavuot — festividade conhecida popularmente no meio cristão como Pentecoste
No calendário da Bíblia, os dias começam ao entardecer, seguindo o padrão apresentado no livro de Bereshit (Gênesis): “E foi a tarde e a manhã...”. Por isso, a transição para o novo mês ocorre no pôr do sol e não à meia-noite, como no calendário gregoriano moderno.
O terceiro mês possui grande relevância histórica e espiritual porque está diretamente ligado ao momento em que Yhwh entregou seus mandamentos a Moshe no Monte Sinai, após a saída do povo de Yisrael do Egito.
Segundo o relato das Escrituras, foi nesse período que Yisrael chegou ao deserto do Sinai e presenciou manifestações marcantes descritas na narrativa bíblica: trovões, fogo, nuvens densas e o som do shofar enquanto Moshe recebia as instruções e mandamentos divinos.
Shavuot, cujo nome significa “Semanas”, ocorre após a contagem de sete semanas completas a partir da Festividade dos Pães Sem Fermento, culminando no quinquagésimo dia — motivo pelo qual a festividade passou a ser conhecida em meios gregos e posteriormente cristãos como “Pentecoste”, palavra derivada de “pentekostos”, que significa “quinquagésimo”.
Nas tradições bíblicas, Shavuot é vista não apenas como uma celebração agrícola ligada às primícias da colheita, mas também como um marco espiritual profundamente associado à aliança entre Yhwh e Yisrael através da entrega da Lei.
Entre estudiosos das raízes bíblicas e defensores da observância das festividades descritas nas Escrituras, o período é frequentemente tratado como um tempo de reflexão sobre obediência, fidelidade, sabedoria e renovação espiritual.
Além da tradição ligada ao Sinai, muitos cristãos também relacionam o período de Pentecoste aos acontecimentos descritos no livro de Atos, quando os discípulos de Yeshua estavam reunidos durante a celebração de Shavuot em Yerushalayim.
Para estudiosos do calendário bíblico, o início do terceiro mês reforça a preservação de tradições antigas que remontam às práticas do povo hebreu antes da adoção dos calendários modernos ocidentais.
O período de Shavuot deve mobilizar nos próximos dias comunidades religiosas, grupos de estudos bíblicos e famílias que mantêm o costume de acompanhar o calendário das Escrituras e as festividades estabelecidas na Torá.
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