
Há vidas que passam por nós sem deixar registros oficiais, mas que permanecem inscritas naquilo que somos. Pessoas e animais que tocaram nossos dias, compartilharam o tempo, dividiram o silêncio — e hoje repousam.
Esta obra nasce do encontro entre memória e esperança. Não pretende reconstituir o passado nem oferecer respostas sobre o destino eterno de ninguém. É, antes, um testemunho: o relato de encontros reais que não se perderam, ainda que tenham cessado temporariamente.
Cada capítulo é dedicado a uma presença que existiu de forma simples e verdadeira. Algumas por anos, outras por instantes. Todas, porém, deixaram marcas que resistem à ausência. O narrador não julga, não canoniza, não absolve. Ele lembra. E, ao lembrar, ora.
O fio que costura essas histórias é a confiança de que nenhuma vida é invisível aos olhos de Deus. Que aquilo que foi vivido com verdade não se dissolve no esquecimento. Que há um livro onde a memória não se corrompe — não por mérito humano, mas por misericórdia divina.
Entre cenas cotidianas, gestos silenciosos e despedidas incompletas, o leitor é convidado a reconhecer também as suas próprias ausências, seus afetos perdidos e suas perguntas não respondidas.
Esta não é uma obra sobre a morte.
É uma obra sobre aquilo que permanece, momentaneamente, em nossos corações.
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