13 de Adar marca a vitória judaica sobre o império selêucida.
Celebrado no 13º dia do mês de Adar, o Dia de Nicanor relembra a derrota do general selêucida Nicanor pelas forças judaicas lideradas por Judah Maccabee no século II a.C.
A data, instituída no período asmoneu, antecede o Purim e marca um dos momentos decisivos da resistência contra o domínio helenístico na Judeia.
Como se desenrolaram os acontecimentos
Os registros históricos do episódio estão nos livros de 1 Macabeus e 2 Macabeus, que narram a resistência judaica contra a opressão do Império Selêucida. Nicanor, general do rei Demetrius I Soter, foi enviado à Judeia com a missão de sufocar a resistência liderada por Yehuda Maccabee.
Antes do confronto decisivo, ele teria ameaçado destruir o Templo de Jerusalém, gesto que elevou a tensão religiosa e política do conflito. A batalha ocorreu em Hadassa, em 13 de Adar.
As forças judaicas venceram, e Nicanor foi morto no combate. Segundo os relatos, sua cabeça e sua mão direita — símbolo das ameaças contra o Templo — foram expostas publicamente em Jerusalém como sinal da vitória.
A partir desse episódio, o 13 de Adar passou a ser lembrado como um dia de livramento nacional. Impacto religioso e histórico O Dia de Nicanor foi incluído em antigos catálogos judaicos de datas comemorativas, como a Megillat Ta’anit, que registrava dias nos quais o jejum era proibido por celebrarem livramentos históricos.
A data ocorre na véspera de Purim (14 de Adar), mas refere-se a um contexto distinto: enquanto Purim remete ao período persa, o Dia de Nicanor pertence ao ciclo de guerras do período helenístico, que também deu origem à festa de Chanucá.
Com a destruição do Segundo Templo, no ano 70 d.C., muitas dessas celebrações perderam força litúrgica, e o Dia de Nicanor deixou de ser amplamente observado.
Importância da Data
O Dia de Nicanor representa um marco da resistência judaica frente à opressão estrangeira e integra o conjunto de datas instituídas após a Torá como memória de libertação.
Ainda que pouco conhecido atualmente, o episódio permanece como testemunho histórico da luta pela preservação da identidade religiosa e nacional de Israel no período helenístico.










