O conflito envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel vive uma de suas fases mais graves desde o início das hostilidades em 2026, em um momento que já provoca deslocamentos, mortes e instabilidade em todo o Oriente Médio e no Golfo.
Início e contexto da ofensiva
No dia 28 de fevereiro de 2026, uma ampla ofensiva militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel — conhecida como Operação Epic Fury (Fúria Épica) — lançou uma série de ataques aéreos e com mísseis contra alvos no território iraniano, inclusive no distrito de Pasteur, em Teerã, onde estava a residência e o escritório do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Hoseini Khamenei.
Autoridades iranianas e fontes internacionais confirmaram a morte de Khamenei, uma figura central na política iraniana desde 1989, junto com membros de sua família e altos comandantes militares próximos a ele, em meio aos ataques coordenados.
Esta ofensiva tomou por alvo centros estratégicos, militares e políticos do país, em um movimento sem precedentes que representou uma tentativa de enfraquecer o comando iraniano e impedir seus programas nucleares e de mísseis, além de pressionar o país por mudanças de regime.
Retaliação e expansão do conflito
Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques com mísseis balísticos e drones contra bases militares dos EUA e de Israel em vários países do Golfo Pérsico, incluindo Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Bahrein e outras posições estratégicas na região.
Explosões foram relatadas em cidades como Dubai, Doha e Manama, atingindo aeroportos civis, instalações militares e centros urbanos, e resultando em mortes e dezenas de feridos, incluindo estrangeiros.
Autoridades das nações do Golfo também confirmaram ter interceptado grande número de mísseis e drones — centenas, segundo os relatos — em uma campanha que se expandiu por mais de um dia de combates e lançamentos.
Impactos humanos e regionais
Até o momento, estimativas preliminares indicam centenas de mortos no Irã, incluindo civis, e pelo menos nove vítimas em Israel, além de militares norte-americanos e estrangeiros feridos ou mortos em ataques retaliatórios.
O conflito também provocou interrupções massivas no tráfego aéreo na região, com aeroportos em Dubai, Abu Dhabi, Doha e Kuwait City sofrendo ataques ou fechamento temporário, levando à suspensão de milhares de voos e deixando passageiros no meio de rotas canceladas.
Autoridades nos Emirados Árabes Unidos chegaram a emitir alertas de emergência para a população buscar abrigo conforme crescia o risco de ataques com mísseis e drones, um sinal da gravidade da escalada.
Reações internacionais e política global
A comunidade internacional reagiu de forma mista. Enquanto os EUA e Israel continuaram justificando as ações como necessárias para conter a ameaça iraniana e defender seus interesses estratégicos, grandes potências como China condenaram os ataques e pediram cessar-fogo imediato, ressaltando a necessidade de retorno ao diálogo e à diplomacia.
O Secretário-Geral da ONU também fez apelos públicos por moderação e respeito ao direito internacional diante do risco de uma escalada ainda maior.
Cenário atual e perspectivas
Com a morte de uma das figuras mais poderosas do Irã e a resposta militar aberta em múltiplos países do Golfo, o conflito já ultrapassou as fronteiras do confronto direto entre Teerã e Tel Aviv ou Washington.
A situação permanece volátil e em rápida evolução, com lançamentos de mísseis, ataques com drones e avisos de continuação das operações por parte dos EUA e de Israel.
O presidente dos Estados Unidos já declarou que a campanha continuará conforme necessário para atingir objetivos de segurança e estabilidade — uma posição que sinaliza que a fase atual ainda pode se estender e traz consigo riscos maiores de envolvimento de outras potências regionais e globais.










